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SEGUNDA ETAPA - USHUAIA - TORRES DEL PAINE |
dia 15 - Ushuaia - Tolluin, 110 km. 30 km de ripio
Deitamos tarde e levantamos cedo. O despertador tocou às 4:30h.
Ansiedade da partida. Quatro horas para conseguir preparar tudo.
Muita bagagem.
O Armando tomou a decisão de voltar de avião para Buenos Aires e de
lá par o Rio. Não se sentia em condições de pedalar. Repartimos a
comida que estava com ele. Mais peso para levar. O Nino queria
desfazer-se da comida para aliviar o peso. Todos estavam
apreensivos. Para alguns era a primeira viagem com alforjes.
Tiramos a foto do grupo com a presença do Armando que depois nos
filmou na hora da saída. No abraço de despedida ele se emocionou e
não conseguiu conter as lágrimas. Saímos tristes com a perda do
companheiro. Tantos meses de sonhos para desistir antes mesmo de
começar a pedalar. Diz um provérbio que “o homem propõe e Deus
dispõe”.
Finalmente iniciamos a tão sonhada viagem. Uma parada para uma foto
no monumento Fin del Mundo. Ao sairmos da cidade o primeiro furo no
pneu. O sorteado foi o Nino. Paramos num posto, pois começava a
chover, e trocamos a câmara. Passada a chuva, reiniciamos a viagem.
O termômetro marcava 7 graus. Voltou a chover fino. Este chuvisco
nos acompanhou até a tarde, no outro lado da Cordilheira dos Andes.
Muitas subidas longas precediam os “caracoles” da Cordilheira dos
Andes. Tudo ia bem. Como havia vento a favor, passei pelos colegas e
avisei que os esperava lá em cima. Foi fácil subir os caracoles
empurrado pelo vento. A chuva não dava tréguas. O termômetro marcava
4 graus. O movimento de carros, ônibus e motos na estrada era
grande. E muitos, muitos mesmo, nos acenavam, fotografavam e até
paravam para nos filmar. Até motoqueiros pararam para nos conhecer.
Afinal estávamos pedalando em condições muito severas. Acho que nos
rotulavam de “uns malucos pedalando no fim do mundo”. Valeu o
incentivo do pessoal.
Foi difícil encontrar, lá no alto, um lugar para parar a fim de
esperar pelos colegas. O primeiro a aparecer foi o Nino. Sete
minutos depois chegaram o Ricardo e o Olir que o acompanhava.
Merendamos mas o pessoal não quis demorar muito por causa do frio.
Como chovia muito, o Olir não quis desembalar as máquinas de
fotografar e filmar e deixou de documentar a travessia dos andes. O
Nino e o Ricardo já mostravam sinais de cansaço, talvez devido
também ou pouco tempo de sono – 3 a 4 horas somente.
Mais 15 minutos de subida suave e iniciamos uma descida espetacular.
O problema era o vento que soprava muito forte e mudava de direção a
cada curva tentando nos tirar da estrada. Ficamos com medo e ninguém
passou dos 30 km/h. A vontade de soltar o freio era grande, mas o
medo de cair era maior. E foi assim que com muito cuidado chegamos
ao final da grande descida.
Outro espetáculo grandioso nos esperava: o Lago Mons. Fagnano. A
Ruta Nacional 3 vai margeando o lago durante muitos quilômetros, até
chegar a Tolluin. Apesar do frio e da chuva, tudo corria
relativamente bem até a última parada antes de entrarmos na estrada
de ripio. Nós bebíamos e comíamos alguma coisa de hora em hora.
Faltavam apenas 30 km para chegarmos a Tolluin. Parecia muito fácil
concluir a etapa do primeiro dia. Reiniciamos a pedalada e depois de
alguns minutos, terminou o asfalto. O Ricardo já vinha apresentando
sinal de cansaço e já tinha tomado todo o meu soro caseiro para
recuperar as energias. Entramos no ripio e pegamos vento contra. A
velocidade caiu para 6 ou 7 km por hora. A pedalada ficou pesada. O
primeiro a manifestar sinal de exaustão foi o Ricardo. Começou a se
arrastar até que parou de vez. Não agüentava mais pedalar. Faltavam
apenas 17 km de ripio. Paramos. Ele sentou-se no quadro da bicicleta
e por pouco não caiu de costas barranco a baixo. Estendemos um
isolante térmico em cima da relva e ele dormiu durante 15 minutos. O
tempo, que tinha melhorado, começou a fechar e a chuva se
aproximava. Acordamos o Ricardo e tentamos seguir adiante. Não deu
certo. O jeito foi parar um carro e mandá-lo de carona até Tolluin..
Na hora de embarcar a bicicleta do Ricardo verificamos que o pneu da
bicicleta do Nino estava vazio. Aproveitamos para trocar as
bicicletas e o conserto ficou para mais tarde. Na hora ninguém
pensou, mas poderíamos ter enviado junto a bagagem do Ricardo e
deixar o Nino com a bicicleta livre.
Continuamos a pedalar e foi a vez do Nino começar a se arrastar.
Levou meia hora para fazer dois quilômetros. Dizia que não tinha
mais forças nas pernas. O Olir pacientemente o acompanhava. Eu já
estava meio impaciente e não sabia o que fazer. Pensei em conseguir
outra carona para enviar o Nino até a panadaria onde o Ricardo nos
esperava. O tempo passava. O Nino não se animava. Também ele estava
com exaustão. Jogou a culpa na falta de comida normal. Estava com
fome. Peguei um pacote de banana passas e dei-lhe para comer.
Continuamos a pedalar numa velocidade de 5 a 6 km/h. Faltavam 9 km
que mais pareciam 90! Somente quando entramos de novo no asfalto ele
se animou um pouco. Eram 21:30h quando chegamos na “Panaderia la
Unión” onde o Ricardo nos esperava. Foram 13 horas de viagem para
percorrer 112 km com 30 de ripio.
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dia 16 Tolluuin - Rio Grande = ônibus e caminhão
(Armando viaja de avião para Buenos Aires e a seguir para o Rio)
Aproveitamos para comer na Panaderia. Agora só faltava acampar.
Decidimos interromper a pedalada ali mesmo. Seguiríamos de ônibus
até Rio Grande. Para isso teríamos que levantar cedo para pegar o
ônibus às 7:30h. O pessoal não estava disposto a armar as barracas e
desmontá-las cedo no dia seguinte. Perguntei a um funcionário se
havia algum residencial para passarmos a noite. Ele me pediu para
esperar um pouco. Depois de cinco minutos me chamou e disse que o
patrão tinha cedido uma sala no piso superior da panadaria, onde
poderíamos estender o saco de dormir. O banheiro ficava em baixo.
Tudo grátis. De manhã, da janela, víamos parte do Lago Mons. Fagnano
e a cadeia de montanhas dos Andes salpicadas de gelo.
Resolvido o problema do alojamento faltava saber como fazer para
levar as bicicletas até Rio Grande. Parece que os céus conspiravam a
nosso favor. O Sr. Emílio, dono da Panaderia resolveu o nosso
problema. Telefonou para Ushuaia e combinou com o motorista de um
caminhão baú para levar as bicicletas e dois passageiros. O Nino e o
Ricardo seguiram de ônibus e, eu e o Olir, viajamos na cabina do
caminhão que levava as bicicletas. Ao chegarmos em Rio Grande o
motorista não quis cobrar pelo transporte. Oferecemos uma gorjeta
como agradecimento. Considerando as condições físicas do grupo
começamos a modificar os planos. Ficou então decidido que usaríamos
as bicicletas quando as condições fossem melhores e andaríamos de
ônibus nos demais dias.
Em Rio Grande só conseguimos passagem para Puerto Natales para o dia
18. Nós tínhamos chegado no dia 16 e tivemos que dormir duas noites
no Camping do Clube Náutico. O camping está na foz do rio e o vento
é sempre muito forte. Por este motivo todos preferem dormir num sala
grande, no piso superior, sem precisar armar as barracas. Um grande
salão serve de cozinha e refeitório. O ambiente é maravilhoso. Os
janelões de vidro mostram a foz do rio a poucos metros. O
responsável sabe criar um clima familiar com os turistas. E o preço?
$ 10,00 por pessoa. Almoçamos e às 4 horas o Ricardo foi descansar.
Os demais saímos para levar as bicicletas do Nino e do Olir para
fazer uns reparos. Na volta para casa o Nino furou o pneu dianteiro.
Estava mesmo com sorte, pois era o terceiro furo em três dias.
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dia 17 Rio Grande - Passeio ciclistico e visita à Missão Salesiana
A noite foi boa. O vento assobiava lá fora, mas como nós
estávamos na sala, isto não nos incomodava. Éramos 17 pessoas
espalhadas pelo chão. O que realmente incomodou um pouco foram dois
roncadores que nos perturbaram a noite inteira. Acho que foi por
isso que o Nino recuperou o sono na parte da tarde.
Ás 10 horas saímos para uma pedalada de 28 km, sem bagagem. Fomos a
uma casa de câmbio à procura de peso chileno mas não encontramos.
Seguimos viagem, 10 km contra o vento, em fila indiana com
revezamento a uma velocidade de 11 km/h, até a Missão Salesiana.
Visitamos o museu onde conhecemos a história dos missionários
salesianos que tinham sido chefiados por Mons. Fagnano, um pouco da
fauna, minerais, objetos indigenas que ocuparam a região. Muito
interessante a história da missão com a intenção de salvar os índios
da matança dos exploradores ingleses que iam a procura de ouro. A
visita do museu foi guiada pelo Padre Tikon, 87 anos, que esbanjava
saúde. Almoçamos no restaurante que se encontra na entrada da missão
e voltamos par Rio Grande pedalando a favor do vento. Chegamos com
facilidade a uma velocidade de 41 km/h na planície.
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dia 18 - Rio Grande Puerto Natales (ônibus)
No dia 18 levantamos cedo, preparamos as bicicletas e fomos para
a “rodoviária”, isto é, para a beira da calçada onde o ônibus
estacionou. Desmontamos as bicicletas e nos preparamos para o
embarque. Eu coloquei a minha bicicleta na malabike que na verdade é
uma sacola de nylon muito prática. Os demais tiraram a roda
dianteira, o guidão e o selim e a envolveram em plástico. O Nino
apenas virou o guidão e envolveu a bicicleta num nylon sem mexer nas
rodas. Quando o motorista viu o volume da bicicleta dele resmungou,
e disse que não ia colocá-la no ônibus. Como o Nino não se decidia a
desmontar a bicicleta, resolveram deitá-la no bagageiro, depois de
uns “delicados” empurrões na pobre da magrela.
A viagem foi tranqüila. O ônibus não foi por Porvenir e sim pelo
Estreiro de Magalhães onde tínhamos feita a travessia na ida. Isto
aumentou a viagem em mais de 100 km, mas diminuiu o tempo de
travessia de barco de 4 horas para 20 minutos. Coincidência ou não,
ao atravessarmos o Estreito de Magalhães lá estavam novamente os 3
pinguins, ou “marrequinhas”, como disse a paulista na primeira vez.
Durante a viagem começou a ventar e chover. A paisagem era já nossa
conhecida: grandes planícies cobertas de estepes, um pouco mais
ondulada na região chilena, bandos de guanacos, ovelhas conduzidas
pelo ovejero e seus cachorros, uma espécie de raposa e diversos
tipos de aves.
Seguimos até Punta Arenas onde trocamos de ônibus. Tivemos que
descarregar toda a bagagem e colocá-la num ônibus entupido de
mochilas. Foi o maior sufoco para colocar todas as bicicletas no
bagageiro. O motorista estava atrasado e bastante mal humorado. Quis
fazer confusão com a bicicletas, mas como nós tínhamos pago 2.000,00
pesos chilenos pelo transporte de cada uma delas,e apelamos para os
nossos direitos, ele ficou calado. Mesmo assim mostrou-se bastante
indelicado. O Olir teve que discutir com o motorista que insistia em
colocar as bicicletas deitadas e sobre elas mochilas. Após
discussão, conseguiu mantê-las de pé e tirou as bagagens de cima.
Durante a viagem o Olir teve contato com um grupo de israelenses – 1
engenheiro e 4 estudantes, e a conversa pareceu maluca: misturavam
espanhol, português, inglês, hebraico, enfim, qualquer uma que
servisse para fazer a comunicação entre eles. Foi uma conversa boa.
Ás 21:30h chegamos em Puerto Natales. Como o tempo estava ruim,
decidimos viajar até Torres del Paine de ônibus. Conseguimos
passagens para as 7:30 da manhã. Com o pouco tempo que dispunhamos,
resolvemos não usar camping e conseguimos um bom residencial por o
equivalente a US$ 8, com café da manhã. É claro que foi um preço
especial só para nós. O normal estava em torno de US$ 20 para o tipo
de apartamento que nos foi oferecido.
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Dia 19 - Puerto Natales Torres del Paine (ônibus) Trekking até a
Base das Torres
Deixamos Puerto Natales às 7:30 do dia 19 e chegamos em Torres
del Paine às 12:30h. Descemos na primeira entrada, Laguna Amarga,
para acampar perto das Torres. Montamos as bicicletas e levamos uma
hora para percorrer os sete quilômetros que nos separavam do
camping. O vento contra e algumas subidas dificultavam a pedalada.
No caminho via-se a figura impressionante das montanhas. A estrada
toda de rípio, em grande parte era ladeada por flores de camomila. O
cheiro de mel que desprendiam era alegre e transmitia entusiasmo.
Este primeiro camping é muito grande e bonito. Havia uma centena de
barracas armadas, todas atrás de algum arbusto para se proteger do
vento forte que sopra sem parar. Mas ainda havia espaço para mais
algumas centenas delas. Atravessamos quase o camping inteiro até
encontrar um lugar protegido e perto de uma mesa livre. O preço do
camping é de 3.500,00 pesos chilenos, algo assim como sete dólares.
O ambiente era espetacular. Parte das torres apareciam ao fundo.
Depois de montar as barracas e comer alguma coisa, saímos para a
nossa primeira caminhada. Para chegar até a base foi feito muito
esforço. Foram 3 horas de trilha bastante difícil, sobretudo os
últimos 45 minutos por cima das pedras num aclive muito forte. O
espetáculo que nos aguardava compensou todo o esforço. Chegamos à
base das torres quando já passava das cinco da tarde. Valeu a pena.
A visão é impressionante: as 3 rochas de granito e na base um lago
de águas azuis/esverdeadas, transparentes. Do alto, viam-se outras
montanhas e muitos lagos nas suas bases e com aguas de diversas
cores: azuis, esverdeadas ou outros tons mais claros de acordo com a
composição das mesmas. No caminho muitos turistas de várias
nacionalidades e idades: crianças, jovens e mais idosos. Todos iam
até onde suas pernas agüentavam – os mais idosos olhavam de mais
distantes. Os jovens, morro acima até a base. Todos com expressões
felizes pelo que viam.
A volta foi bem mais fácil. Chegamos ao camping às 21:30h, com o sol
alto.
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Dia 20 – Passeio de bicicleta pelo Parque Torres del Paine
O dia foi reservado para pedalar. Deveríamos levantar cedo para
pedalar mais de 40 km até chegar no barco que nos levaria até o
Glaciar Gray, mas só conseguimos sair do camping as 10 horas. O Nino
furou outra vez o pneu dianteiro. Resolveu tirar o Mr. Tuffy. Mais
alguns minutos e furou o pneu traseiro. Era o quinto furo. Ele já
estava desesperado. Já tinha substituido o pneu pensando que havia
algum objeto escondido que provocava o furo. Só então descobrimos o
motivo dos furos. O Mr. Tuffy tinha sido colado com fita adesiva.
Houve um deslocamento da fita e furava a câmara sempre no mesmo
lugar. Removemos a fita adesiva, recolocamos o Mr. Tuffy e não houve
mais problemas. Mesmo com as bicicletas sem carga, foi bastante
difícil enfrentar as grandes subidas e o vento contra. No caminho
encontramos um grupo de ciclistas italianos e espanhóis,
acompanhados de um micro ônibus que ia recolhendo os que se cansavam
pelo caminho. Conversamos e tiramos fotos juntos.
O Nino e o Ricardo desistiram aos 20 km. O Olir e eu continuamos
mais 15 km e por volta das 15 hs, desviamos da ruta principal e
escolhemos uma que assinalava “Salto Grande”. Fomos para lá e a
paisagem realmente era bonita: o lago despejava uma enorme
quantidade de água límpida e azul, numa queda de uns 10 a 15 metros
e que mais adiante voltava a formar um novo lago. Em “Salto Grande”
uma nova placa informava sobre uma trilha para “Los Cuernos” e vista
dos glaciares, há 1 hora de caminhada. Para ganhar tempo resolvemos
pedalar pela trilha que além de ser muito estreita ainda tinha uma
vegetação com espinhos nos dois lados. Eu fui na frente e o Olir
ficou para trás com medo de furar o pneu já que na lateral são muito
finos. Chegamos até o início de uma subida forte onde não se podia
mais pedalar. Escondemos as bicicletas ao lado do lago e seguimos a
pé. Na volta percebemos que as bicicletas estavam escondidas de quem
ia para o atrativo e bem a vista de quem voltava. Ainda bem que os
turistas não tinham interesse em pedalar na trilha. A paisagem a
beira do Lago Nordenskjold e sob a montanha “los cuernos” era muito
linda. Lá encontramos uns 4 turistas no topo do mirante e
conversamos com um canadense. Os demais turistas ficavam numa
plataforma mais abaixo.
O Olir estava preocupado com a volta pela trilha. Dizia que ia ter
que levar a bicicleta nas costas e coisa e tal. Eu disse:
- Olir, por que se preocupar com uma coisa que ainda não aconteceu?
Você sofre duas vezes. Uma por imaginação fantasiando algo que não
existe e outra se realmente houver dificuldades.
Ao voltamos a trilha ficou tão fácil que só paramos três vezes.
O regresso para o camping foi com vento a favor. Apenas duas grandes
subidas mas nem sentimos cansaço porque o vento nos empurrava morro
acima. Na ida o vento era tão forte que numa descida a bicicleta
passou de 27 km/p para 20 km/h num piscar de olhos.
À noite, no acampamento, deixamos a bagagem pronta para partir bem
cedo no dia seguinte. Como não conseguimos chegar até o Glacial para
tomar o whisky resolvemos bebê-lo puro mesmo. Bebemos meia garrafa e
todos ficaram bastante alegres. Para não carregar mais peso,
oferecemos a garrafa a um grupo de jovens que estavam acampados
perto de nós.
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