dia 26 - El Calafate Buenos Aires
Pela manhã alugamos uma caminhonete para nos levar ao aeroporto
que fica a 23 km distância. O Nino foi junto para tentar embarcar
conosco, pois o vôo dele estava marcado para as 18:30h. Ficou na
lista de espera, mas não conseguir embarcar. Só conseguiu unir-se a
nós no hotel, em Buenos Aires, às 23 horas depois de uma aventura
pela cidade. O motorista de táxi alegou que não conhecia o Hotel
Central de Buenos Aires onde nós estávamos hospedados. Depois de
muito rodar, ele decidiu ficar no Hotel Três Sargentos onde tínhamos
ficado na ida para Ushuaia. Caminhou até o Hotel Central, ele
lembrava do caminho, para saber se realmente nós estávamos lá. Nós
tínhamos saído para o jantar mas deixamos o aviso na portaria que
ele poderia ficar no mesmo quarto conosco. Voltou ao Hotel Três
Sargentos, apanhou um táxi e foi unir-se a nós. Quando voltamos,
depois da meia noite, ele já estava acomodado.
Em Buenos Aires compramos passagem para casa no ônibus das 12:30h e
o Nino comprou para o horário das 18 horas porque este ia até
Curitiba e ele podia descer em Joinville. Eu fui até Balneário
Camburiú onde apanhei outro ônibus para Joinville onde cheguei às
21:30h. Montei a bicicleta e pedalei até em casa.
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Epílogo
Nem tudo saiu como planejado mas, tudo que foi
feito e visto valeu a pena. Tínhamos escalado os Andes, visitado as
Torres del Paine e o Glacial Perito Moreno, tudo numa única viagem e
que incluía, ainda, a cidade mais austral do mundo: Ushuaia – El fin
del Mundo, chegado ao final da Ruta 3, pedalado na famosa Ruta 40,
conhecido a estepe patagônica, enfrentado os ventos bravios frios e
fortes, navegado no misterioso Estreito de Magalhães, cruzado
território argentino e chileno, feito amigos, conhecido outras
formas da Natureza, fauna, flora e um povo hospitaleiro. De repente
descobrimos um povo argentino que nada lembra muito dos turistas
arrogantes que costumam nos visitar. Torcem por Teves e o
Corintians. Talvez Teves já tenha feito mais pelo relacionamento do
que todas as visitas oficiais dos nossos dirigentes. Andávamos como
se estivéssemos em nosso próprio país.
Outro ponto que nos chamou atenção foi o grande número de bandeiras
na argentina, demonstrando um espírito nacionalista. Dizem que foi
despertado a partir da guerra contra a Inglaterra. Placas “Las
Malvinas son Argentinas” são muito comuns à beira das rodovias e
lugares públicos das cidades.
Os preços dos produtos, em geral, são melhores do que no Brasil.
Provavelmente em razão da menor incidência de impostos por lá.
Enfim, temos boas razões para um dia retornar à Argentina e
continuar descobrindo as belezas que por lá se escondem.
Fim da Expedição! 05/01/2006 a 27/01/2006.
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